terça-feira, 27 de maio de 2008

"Pick your day"

Eu diria que tratar de pessoas é mais complicado do que tratar de coisas. Uma coisa pode ser sua prioridade, sua escolha, sua opção. E quem disse que ela liga? Tratando-se de pessoas a maneira faz toda a diferença. As pessoas ligam. Ninguém do lado menos favorável vai gostar de uma relação entre opção e prioridade, já do outro lado, as pessoas estarão sempre satisfeitas com seus lucros. Complicado? É o seguinte: você não vai gostar de ser tratado como opção por quem considera prioridade; você não vai ligar de tratar como opção quem te trata como prioridade. Você não vai ligar. Uma escolha é feita devido à opções, a prioridade pode ser escolhida, o que não deixa de ser uma opção de quem a escolheu. Suas prioridades se tornam suas escolhas, mas suas escolhas nem sempre serão suas prioridades. Mas e quando suas prioridades viram suas opções, e nem sempre você opta por elas? E quando suas opções se tornam suas prioridades? E quando suas escolhas não têm mais opções, viram obrigações? Vai ver é isso. Você vai estar sempre preso às suas opções, às suas escolhas, às suas prioridades. Uma pessoa pode ser pra você apenas uma coisa, uma opção. Você, com suas coisas, pode ser para alguém (ou para uma coisa) uma escolha. Uma coisa pode se tornar prioridade para uma pessoa. Uma pessoa pode se tornar uma opção (nem sempre escolhida) para uma coisa. Coisas e pessoas podem se tornar prioridade para outras coisas e pessoas pela simples falta de opção, o que se torna uma escolha.
Cada opção tem uma escolha. Cada prioridade vem de uma escolha. Cada escolha tem um preço.