quarta-feira, 14 de maio de 2008

Mãe

É difícil te explicar. Na verdade, é difícil te entender. Você reclama, mas não desiste. Você se magoa, mas não desiste. Você ameaça desistir, mas nunca fecha a porta. É pra você que eu recorro. Eu sei que por mais errante que eu possa ser, você não desiste. E se eu te peço pra desistir, logo depois, você me recebe. É você que sorri, se eu estou sorrindo. É você que chora quando me vê chorando, e chora até mais, até eu finalmente conseguir te consolar. É você que é forte, mas que se desaba, leva a casa inteira com você. É você que não elogia, reconhece calada, e ainda critica. É você que chora ao se despedir, quando eu vou passar uma semana fora. É você que ganha a semana se eu ligo com saudade, e digo que está tudo bem. É você que briga comigo, e depois passa por cima. É você que não esquece quando sou eu brigando com você. É você que proporciona os momentos de mãe, e os momentos de filha. De todos os colos, é o melhor. Colo de choro, de alegria. Colo que eu cresço, e continua parecendo sob medida. De todas as mentes, é a mais complicada. Mente aberta, mente que ensina, mente que aprende. De todos os jeitos, é o mais parecido e difícil. Jeito que muda, que permanece, que desagrada, que conquista. De todos os momentos, é difícil achar um em que não estivesse presente. Presente por perto, de longe, presente ao lado, nunca atrás, nem na frente. De todas as quedas, sempre foi a mão. Mão que acolhe, mão que ensina, mão que ajuda, mão que segura. De todos os motivos, sempre foi um deles. Motivo implícito, motivo que explica. É como se eu estivesse andando pelo meu caminho, e toda vez que eu me perco, é você que aparece no escuro, pega minha mão, e me norteia de novo. Enfim, mãe. É só um pouco do que eu sinto, e nem sempre digo. Pra minha mãe e todos que representam esse papel de vez em quando!